Acidentes diminuem 10% e mortes recuam 21,8% nas rodovias concedidas de São Paulo

Acidentes diminuem 10% e mortes recuam 21,8% nas rodovias concedidas de São Paulo

Essa foi a maior redução em 16 anos; Artesp espera 2,5 milhões de veículos nas estradas para o feriado

19/11/2015

11h06

Silas Colombo, repórter do Portal Transporta Brasil

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rodovia raposo tavares

De janeiro a setembro, as rodovias sob concessão do Estado de São Paulo registraram índice recorde de redução de acidentes. Em algumas concessões, o número de acidentes teve redução na casa dos 17%. Na média, os 6 400 quilômetros de estradas sob administração privada tiveram queda de 10,09% no número de acidentes.

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Mais significativo ainda foi o recuo na quantidade de vítimas fatais, de 21,82% em todo o sistema concedido, mas que chegou a mais de 50% em algumas concessões. A redução no número de feridos foi de 10,07% no sistema. Um enorme avanço do estado de São Paulo nas metas estabelecidas pela ONU para redução de acidentes de tráfego e trânsito. Também é um ótimo recorde: a maior diminuição em 16 anos do programa de concessões rodoviárias.

“Foram investidos nesses 16 anos mais de R$ 70 bilhões. As rodovias estão sendo equipadas com mecanismos que absorvem o erro do motorista, capazes de evitar acidentes; ou mesmo que eles ocorram, que sejam o menos danosos possível para as pessoas”, explica Giovanni Pengue Filho, diretor geral da Artesp.

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Entre os investimentos em infraestrutura que colaboraram para a redução de acidentes estão a implantação de marginais, duplicação de pistas, implantação de faixas adicionais e acostamentos, recuperação e ampliação de dispositivos de acesso e retorno, entre outros. O total de duplicação de pistas da malha concedida nesse período foi de 276,5 quilômetros. Esse tipo de obra tem importante papel na redução de acidentes, pois contribui para redução de colisões laterais – que são a terceira maior causa de acidentes, segundo levantamento feito com base nos registros de 2014 – e frontais. Também na malha concedida, no mesmo período, foram implantadas 149,6 quilômetros de pistas marginais – importantes por separar o tráfego urbano do rodoviário -, 184,6 quilômetros de faixas adicionais e 78,8 quilômetros de acostamentos. Na malha sob concessão da Cart, por exemplo, foram duplicados 112 quilômetros de pistas de 2010 a outubro deste ano. Nos trechos sob administração da SPVias foram 63 quilômetros duplicados.

Considerando os nove primeiros meses de 2015, esse é o quarto ano consecutivo com queda no número de acidentes nas rodovias sob concessão. Antes de 2015, o ano que apresentou maior recuo, sempre considerando os três primeiros trimestres, foi 2014, que teve redução de 4,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. No ano passado, no entanto, os números de mortes e vítimas feridas apresentou aumento de 10,6% e 4,7%, respectivamente.

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Maiores quedas

A concessionária que apresentou a maior queda no número de acidentes em São Paulo foi a Cart, que administra trechos das rodovias Raposo Tavares (SP-270) e João Baptista Cabral Rennó (SP-225) e toda a extensão da Rodovia Orlando Quagliatto (SP-327) nas regiões de Bauru, Marília e Presidente Prudente. O recuo foi de 17,69% (de 1.012 acidentes para 833) na comparação entre janeiro a setembro de 2014 e o mesmo período de 2015. Em seguida, com redução de 17% (de 1.482 para 1.230), aparecem as rodovias administradas pela SPVias, cuja concessão compreende trechos das seguintes rodovias nas regiões de Sorocaba e Itapeva: Castello Branco (SP-280), Francisco da Silva Pontes (SP-127), Antônio Romano Schincariol (SP-127), Raposo Tavares (SP-270) e João Mellão (SP-255), além da Rodovia Francisco Alves Negrão (SP-258) inteira.

tabela-reducao-de-acidentes

Causas acidentes

De acordo com o levantamento dos tipos de acidentes de 2014 na malha concedida, a maior causa são os choques contra obstáculos estáticos (defensas, postes, carros parados no acostamento) com 30% do total de ocorrências; seguido das colisões traseiras (28%) e colisões laterais (13%). Já a principal causa de mortes por acidentes são os atropelamentos de pedestres (29%), seguido das colisões traseiras (21%) e dos choques (12%). Para a redução dos atropelamentos, a ARTESP e as concessionárias vêm realizando diagnósticos constantes dos pontos onde ocorrem esse tipo de acidente e, com base nesses levantamento, adotando medidas como reforço na sinalização, implantação de passarelas e melhoria na iluminação. Levantamento realizado no primeiro semestre deste ano mostrou que os resultados dessas medidas foram a redução de 23,6% no número de atropelamentos nas rodovias sob concessão (de 386 ocorrências de janeiro a junho do ano passado para 295 no mesmo período deste ano) e queda de 29,7% nas mortes por atropelamento (de 131 para 92).